12 de dez de 2011

Despedida

Existem duas dores de amor:

A primeira é quando a relação termina e a gente,seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.


A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. 

A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. 

Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. 
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. 

Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’ propriamente dita. É uma dor que nos confunde. 
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. 

É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância,mas que precisa também sair de dentro da gente… E só então a gente poderá amar, de novo.

Martha Medeiros

Imagem pesquisada na web, havendo direitos autorais, favor nos avisar para darmos os devidos créditos ou a retirarmos do blog.

2 comentários:

  1. Simone.

    Nessa época festiva, nos tornamos mais sensíveis e suscetíveis a reconhecer o valor das pessoas, por isso aproveito a ocasião para agradecê-la por sua amizade.

    A amizade é uma dadiva e não um presente, Papai Noel, árvore ou ceia que supere isso.
    Nesse Natal, desejo-lhe tudo de mais belo e verdadeiro.

    Que sua família esteja unida como manda o verdadeiro espírito Natalino e que nossa amizade se perpetue por muitas e muitas festas como essa.

    O Natal é tempo de paz, amor e esperança e eu não poderia viver esses sentimentos sem compartilhá-los com você.

    Feliz Natal, próspero Ano Novo e tudo de muito bom, minha amiga.

    beijooo.

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  2. Esta é uma dor que eu conheço em todas as cores e
    tamanho e da qual dificilmente me desprendo porque ele...apenas partiu para outra dimensão!
    Mas no teu caso, sei que dói na mesma e muito! Leva tempo a arrumar a "casa" mas depois...abrem-se as janelas, as portas e novo amor chega sorrateiramente, sem darmos por ele e chega-se à conclusão que, afinal, o verdadeiro amor acaba de chegar!!

    Feliz Natal e um 2012...com novo amor!
    Bjs.
    Graça

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