9 de jan de 2012

MÃE TERRA

Terra de todos os seres, de todos os filhos da Mãe Natureza.

Terra Bela!

Mãe Natureza de todas as vidas, terra de todos os seres. Água, fadas, ninfas, gentes. Gnomos, duendes, silfos, elfos, serpentes. Bichos, fogo, ar, ondinas, salamandras, espíritos, sementes.


Terra de seres encantados.


De bichos e de homens que poderiam viver irmanados.

Mãe Natureza que pariu lugares mágicos e seres magos. Terra que padece com homens malévolos e seus feitos trágicos.

Terra alta

Terra baixa

Terra de todas as terras, de todos os bichos, de todas as gentes. Terra de todos os seres, de todos os entes.

Terra linda, porque os homens te fazem feia?

Terra mágica, da vida soa como onomatopéia. O manancial de toda esta odisséia.

Terra de criaturas fascinantes! Porque alguns de teus filhos têm que ser tão cruéis com seus semelhantes?

Terra! Ora mãe, ora ferida, do teu ventre brotam sonhos, o teu seio gera vida.

Terra de mistérios e encantos, porque os homens te preferem horrenda?

Terra que germina em fascínios de uma Mãe Natureza caprichosa.

Terra que fenece em delírios insanos de mentes asquerosas. Senhores da guerra, de almas negras e caras brancas

Terra que fenece em delírios insanos de mentes asquerosas. Senhores da guerra, de almas negras e caras brancas.

Nenhum lugar do universo é melhor do que a casa da gente! Terra nobre; terra onipresente.

Nós progredimos fazendo trocas desiguais. Estes são dias desleais!

Terra é vida! Do teu barro veio o homem e veio a mulher. Terra é amor, do teu ventre vem a semente, vem o fruto e vem a flor

Fabricamos armas, correndo para ver quem será aquele, que vai criar aquela, que matará mais
de nós por vez.

“Guerras santas, quentes, mornas ou frias” (Renato Russo)

Terra é origem da vida; terra que me faz. Terra é o fim da jornada do corpo; na terra, meu Eu matéria descansará em paz

Terra quente. Terra que arde vulcânica sob meus pés. Pés, cheios de calos, de tanto andar por este chão. 
Chão fecundo que tu és Terra água.

Terra, por tuas sendas ando sozinho, mas não perco o caminho, feito pássaro em busca do ninho.

Terra caleidoscópica, cio da terra, eterno que se faz presente. Bela e cálida, igual sedução de mulher fulgente.

Terra espoliada, que de tão castigada, grita catástrofes esganiçadas, e mancha o próprio seio, com aquarelas ensanguentadas.

Terra de lugares que não se pode morrer sem tê-los visto antes .

Mesmo na mais profunda escuridão do universo. Tu és bela!

Tu és fascinante!

Tu és a Mãe Natureza, tu és o chão do nosso lar!

E o que tu vai ser, terra bela, quando eu crescer?

O que será da Mãe Natureza, se nossas crianças não desfrutarem deste espetáculo chamado Terra?

Por quanto tempo ainda te deixaremos assim bela?

Por quanto tempo nós, humanos, te deixaremos assim viva?

Por quanto tempo veremos teus encantos?

Terra esplêndida! Como tu estarás quando eu crescer?

Humanos! Em sua arrogância, torturados pela própria ignorância, levam morte à terra e aos seres, a si próprios a decadência.

Crianças!!! Sementes do homem e confiança da terra.

Dos seus entes, o horizonte de bonança. Sim, as crianças.

Terra Bela, onde está tua esperança?

Não faça às outras espécies, aquilo que tu não deseja à tua.

Morte predatória de filhotes e focas e de outros animais.

Morte predatória de filhotes humanos.

E se a ordem fosse inversa?

Não temos alternativas: ou investimos todo o nosso esforço e criatividade na criança, através de uma escola de horário integral, com boas aulas, animação cultural, esportes e acompanhamento médico. Ou...
Ou cairemos na barbárie, no pânico coletivo, e teremos medo de crianças” (Darcy Ribeiro - frase dita em 1987)

Até onde não chegaremos com nossa insanidade?

Medo de crianças!

Terra bela; terra feia. Terra boa; terra horrenda. Que herança deixaremos para as próximas gerações?

“O oposto do amor não é o ódio. É a indiferença”  (Érico Veríssimo)

Não se omita de preservar a tua parte de vida, de natureza, de terra.

Terra mãe, um dia sim, não sei quando, para o teu ventre voltarei. Corpo limpo, no teu seio, para sempre dormirei.

Alma livre, por mundos inatingíveis de qualquer universo, eternamente vagarei…

Apaixone-se pela natureza! Preserve a vida!

Em todas as suas formas e espécies. Vale a pena!

Texto de Luiz Carlos Gnoatto
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