29 de mai de 2012

O PODER DO SILÊNCIO

Pensar antes de reagir é uma das ferramentas mais nobres do ser humano nas relações interpessoais.

Nos primeiros trinta segundos de tensão, cometemos os maiores erros de nossa vida, falamos palavras e temos gestos diante das pessoas que amamos que jamais deveríamos expressar.

Nesse rápido intervalo de tempo, somos controlados pelos pensamentos que são entidades  autônomas que nos levam a atuar contrariando nossa própria vontade, a coerência intelectual, o raciocínio critico, impedindo o acesso de informações que nos subsidiariam a serenidade.

Um médico pode ser muito paciente com as queixas de seus pacientes, mas muitíssimo impaciente com as reclamações de seus filhos.

 Não sabe fazer a oração dos sábios, nos focos de tensão, o silêncio. Pensa antes de reagir diante de estranhos, mas não diante de quem ama.

Se vivermos debaixo da ditadura da resposta, da necessidade compulsiva de reagir quando pressionados, cometeremos erros, alguns muito graves. 

Só o silencio preserva a sabedoria quando somos ameaçados, criticados, injustiçados.

O silêncio não é se agüentar para não explodir, o silêncio é o respeito pela própria inteligência. Cada vez as pessoas estão perdendo o prazer de silenciar, de se interiorizar, refletir, meditar. O dito popular de contar até dez antes de reagir é imaturo, não funciona.

Quem se orgulha de vomitar para fora tudo que pensa, machuca quem mais deveria ser amado. Não conhece a linguagem do autocontrole.

Quem faz a oração dos sábios não é escravo do binômio do bateu-levou. Quem bate no peito e diz que não leva desaforo pra casa, não pensa nas conseqüências de seus atos.

Nesse cardápio precisamos do tempero do silencio para prepara o molho da tolerância. Decepções fazem parte do cardápio das melhores relações.

Ambos são frutos nobres da arte de pensar antes de reagir. Preserva a saúde psíquica, a consciência, a tranqüilidade. Para conviver com maquinas não precisamos de silêncio nem da tolerância, mas com seres humanos elas são fundamentais.

O silêncio e a tolerância são o vinho dos fortes, a reação impulsiva é a embriagues dos fracos. 

A reação instintiva é a arma de quem não pensa. O silencio e a tolerância são as armas de quem pensa.

É muito melhor ser lento no pensar do que rápido em machucar. É preferível conviver com uma pessoa simples, sem cultura acadêmica, mas tolerante, do que com um ser humano de ilibada cultura saturada de radicalismo, egocentrismo, estrelismo.

Sabedoria e tolerância não se aprendem nos bancos de uma escola, mas no traçado da existência. Ninguém é digno de maturidade se não usar suas incoerências para produzi-la. Todo ser humano passa por turbulências na vida. Alguns, falta o pão na mesa; a outros, a alegria na alma. Uns lutam para sobreviver. Outros são ricos e abastados, mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade.


Alguns milionários quiseram comprar a felicidade com seu dinheiro, alguns políticos quiseram conquistá-la com seu poder, as celebridades quiseram seduzi-la com sua fama. Mas ela não se deixou achar. Balbuciando aos ouvidos de todos, disse: “eu me escondo nas coisas simples e anônimas...”

Todos fecham os seus olhos quando morrem, mas nem todos enxergam quando estão vivos.

(Desconheço o autor)

Imagem pesquisada na web, havendo direitos autorais, favor nos avisar para darmos os devidos créditos, ou a retirarmos do blog.

14 de mai de 2012

O que nos pertence?

Um homem morreu intempestivamente… Ao dar-se conta, viu que se aproximava um ser muito especial que não se parecia com nenhum ser humano. Trazia uma maleta consigo e disse-lhe:
Bem, amigo, é hora de irmos. Sou a morte.

O homem, assombrado, perguntou à morte. Já?  Tinha muitos planos para breve…
Sinto muito, amigo, mas é o momento da tua partida…

Que trazes nessa maleta? E a morte respondeu-lhe: 

-OS TEUS PERTENCES.

Os meus pertences? São as minhas coisas, as minhas roupas, o meu dinheiro?

-Não  amigo, as coisas materiais que tinhas, nunca te pertenceram… Eram da terra.

Trazes as minhas recordações? -
Não amigo,  essas já não vêm contigo. Nunca te pertenceram, eram do tempo.

Trazes os meus talentos?
-Não amigo,  esses nunca te pertenceram. Eram das  circunstâncias

Trazes os meus amigos, os meus  familiares?
Não amigo, eles nunca te pertenceram, eram do caminho.

Trazes a minha mulher e os meus filhos?
Não amigo, eles nunca te pertenceram. Eram do coração.

Trazes o meu corpo?
Não amigo… Esse nunca te pertenceu. É propriedade da terra.

Então, trazes a minha alma?
-Não amigo,  ela nunca te pertenceu, essa é do Universo.

Então o homem, cheio de medo, arrebatou à morte a maleta e abriu-a e deu-se conta de que estava vazia. Com uma lágrima de desamparo a brotar dos seus olhos, o homem disse à morte: Nunca tive nada?

Tivestes sim, meu amigo. Cada um  dos momentos que vivestes foram só teus. 

A vida é só um momento. É uma sequência de momentos, cada um momento todo teu, e só teu. Desfruta-o na sua totalidade….

Vive o AGORA, Vive a TUA VIDA. E não te esqueças de SER FELIZ

(Desconheço o autor)

Imagem pesquisada na web, havendo direitos autorais, favor nos avisar para darmos os devidos créditos ou a retirarmos do blog.

6 de mai de 2012

APRENDIZ DA VIDA

Um dia desses, na sala de espera de um consultório médico, percebi, solta entre as revistas, uma folha de papel.

A curiosidade fez com que a tomasse para ler o conteúdo.  Era uma bela mensagem que alguém havia escrito. 
O título, interessante e curioso:  “Aprendi”... e dizia o seguinte:


Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.

Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim,  tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.

Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.
Aprendi que posso usar meu charme  por apenas 5 minutos... depois disso, preciso saber do que estou falando.


Eu aprendi que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida.


Aprendi que por mais  que se corte um pão, cada  fatia continua tendo duas faces... e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.


Aprendi que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser...  e devo ter paciência.


Mas, aprendi também,  que posso ir além dos limites que eu própria coloquei.


Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles.


Aprendi que os heróis são pessoas que fazem  o  que devem fazer “naquele” momento, independentemente do medo que sentem.

Aprendi que perdoar exige muita prática e que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue demonstrá-lo.

Aprendi que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.


Aprendi que posso ficar furioso.  Tenho direito de me irritar, mas não tenho o direito
 de ser cruel.

Aprendi e  repasso ao mundo, que jamais posso dizer a uma criança que seus SONHOS SÃO IMPOSSÍVEIS, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.


Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando... E que eu tenho que  me acostumar  com isso.


Aprendi que não é o bastante ser perdoado pelos outros... eu preciso me perdoar primeiro.


Aprendi  que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.


Eu aprendi... 

Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.


Aprendi que, numa briga, eu preciso escolher de que lado estou,  mesmo quando não quero me envolver.

Aprendi que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem;  e quando duas pessoas não discutem, não significa que elas se amem.


Aprendi que, por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também.  
                   
Isso faz parte da vida.


Aprendi  que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.


Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável nem mais sábio.
Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido,  quando usadas sem critério.


E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.


Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida  de qualquer maneira,  mesmo que desejemos  retê-las para sempre.

Aprendi, afinal,  que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito. 

Com essa folha de papel eu aprendi que ainda tenho muito a aprender em minha vida.

Com todo meu carinho para  vocês que continuam me ensinando  como viver.


A Vida é uma obra de arte!

(Cecília Silva Soares)

"Somos crianças e eternos aprendizes na grande escola da vida, resta a cada um de nós o esforço para não repetirmos de ano."
Simone Anjos

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