27 de set de 2012

Decepções

Não somos poucos  os que nos tornamos pessoas amargas, indiferentes ou frias, por causa de decepções que afirmamos ter sofrido aqui ou ali, envolvendo outras pessoas.

A decepção foi com o amigo a quem recorremos num momento de necessidade e não encontramos  o apoio esperado. 

Foi com o companheiro de trabalho que nos constituía modelo, parecia perfeito e o surpreendemos em um deslize.

Tais decepções devem nos remeter a exames melhores das situações.

Decepcionarmo-nos com pessoas que estão no Mundo, sofrendo as nossas mesmas carências e tormentos não é muito real.

Primeiro, porque elas não nos pediram para assinar contrato ou compromissos de infalibilidade para conosco. 

Segundo, porque o simples fato de elas transitarem na Terra, ao nosso lado, é o suficiente para que não as coloquemos em lugares de especial destaque, pois todas têm seu ponto frágil e até mesmo seus pontos  sombrios.

A nossa decepção, em realidade, é conosco mesmo, pois nos equivocamos em nossa avaliação, por precipitação ou por análise superficial.

Não menos errada a decepção que afirmamos ter com a própria religião, com a doutrina de fé cristã que está a espalhar, em toda parte, os ensinamentos deixados por Jesus Cristo para os seres de boa vontade.

O que acontece é que costumamos confundir as doutrinas que ensinam o bem, o nobre, o bom, com os doutrinadores que, embora falem das virtudes que devemos perseguir,  conduzem as próprias existências em oposição ao que pregam.

Como vemos,  a decepção não é com as mensagens  da Boa Nova, mas  exatamente com os que conduzem a mensagem. 

 Nesse ponto não nos esqueçamos de fazer  o que ensinou Jesus: comparar os frutos com as qualidades das  árvores donde eles procedem, de modo a não nos deixarmos iludir.

Avaliemos, desta forma, as nossas queixas contra pessoas e situações e veremos que temos sido os grandes responsáveis pelas desilusões do caminho.

Nós mesmos é que criamos as ondas  que nos decepcionam e magoam.Cabe-nos amadurecer gradualmente nos estudos e na prática do bem,  aprendendo a examinar cada coisa, cada situação, analisar a nós mesmos com atenção, a fim de crescermos para a grande luz,  sem nos decepcionarmos com nada  ou com ninguém.

Precisamos aprender a compreender cada indivíduo no nível (nível de evolução espiritual, acréscimo meu) em que se situa, não exigindo dele mais do que possa dar  e apresentar, exatamente como não podemos pedir à roseira que produza violetas, que não tenha espinhos e que não despetale suas flores na violência dos ventos.

Para que avancemos em nossa caminhada evolutiva, imponhamo-nos uma conduta de maturidade, de  indulgência e de benevolência  para com os demais.

Disponhamo-nos a brilhar, sob a proteção de Deus, avançando sempre,  não nos detendo na retaguarda a examinar mágoas e depressões, que se apresentam na estrada como pedras e obstáculos,  calhaus e detritos.


(Texto extraído do Livro Revelações da Luz,  de Raul Teixeira).


23 de set de 2012

Ho´oponopono... sempre uma bênção

Ho´oponopono... sempre uma bênção... 
Ho´oponopono...sempre uma bênção...
Todos temos problemas de relacionamento, com a família, os amigos, companheiros... e isso faz com que nos afastemos de pessoas que gostamos muito delas, mas que em algum ponto existe um conflito que não conseguimos superar... que torna essas relações motivo de grande sofrimento

Existem muitas coisas que nos ajudam a passar por esse tipo de problema que a vida nos apresenta, mas o Ho'oponopono, para mim, tem um lugar muito especial entre essas muitas coisas... porque, além de ser extremamente simples e poderoso... é algo que muda dentro da gente a forma como olhamos para tudo, a partir de então.

Os conflitos não deixam de existir... a diferença é que passamos a olhar de forma diferente, ao assumirmos responsabilidade. Se a culpa é do outro, fica muito mais difícil solucionar os problemas, do que quando sabemos que... tudo que atraímos para a nossa realidade é de nossa responsabilidade.

O problema deixa de ser só motivo de sofrimento e se transforma em mais uma oportunidade, em um degrau para avançarmos mais um passo... e resgatarmos relacionamentos que podem se revelam preciosos, se for o caso... ou também, se for o caso, as pessoas se vão naturalmente, sem as amarras que, mesmo afastadas as mantinham presas.

É incrível como essa mudança de postura nos dá forças para querer limpar cada vez mais as memórias equivocadas que ainda nos impedem de ter uma vida mais plena e desfrutar da companhia de pessoas que o Grande Mistério colocou no nosso caminho.

Tenho experimentado e visto Ho'oponopono operar verdadeiros milagres quando o problema é uma dificuldade de relacionar com o outro... que, na verdade, é uma dificuldade de relacionar com a gente mesmo, porque o outro está dentro de nós...

Ho'oponopono se aplica a qualquer situação onde existe um problema e uso para tudo... diante de qualquer coisa que me incomoda, seja algo bem palpável ou só um sentimento de mal-estar, uma tristeza, agitação, medo, insegurança... qualquer coisa... faço Ho'oponopono para limpar a causa.

De forma bem simples assumo responsabilidade falando:
- O que em mim está causando tal problema.
A seguir peço a Divindade para fazer a limpeza:
- Divindade, por favor, limpe em mim o que está causando tal problema e transmute em pura Luz.
E repito as frases... Sinto muito! Me perdoe! Te Amo! Sou grata!

Se for um problema de relacionamento com outra pessoa, você pode fazer assim:
-O que em mim está causando problemas no meu relacionamento com tal pessoa? (assumindo responsabilidade)
-Divindade, por favor, limpe em mim o que está causando problemas no meu relacionamento com tal pessoa e transmute em pura luz
E repita as frases... em qualquer ordem, você pode escolher falar todas ou só as que preferir.

Ho'oponopono se tornou tão natural para mim que, muitas vezes, quando algo acontece inesperado, já começo a repetir as frases sem nem passar pelo processo todo de assumir responsabilidade e fazer o pedido... sei que isso já está implícito... e funciona!
Então, penso que não existem muitas regras e que as coisas vão ficando cada vez mais e mais simples... Acho que cada um deve fazer como se sente bem fazendo...

Essa Oração da Morrnah Simeona, Criadora do Ho'oponopono Identidade Própria é muito abrangente e pode ser feita em qualquer ocasião

"Divino Criador, pai, mãe, filho em um...
Se eu, minha família, meus parentes e ancestrais lhe
ofendemos, à sua família, parentes e ancestrais em
pensamentos, palavras, atos e ações do início da nossa
criação até o presente,
nós pedimos seu perdão...
Deixe isto limpar, purificar, libertar, cortar todas as
lembranças, bloqueios, energias e vibrações negativas
e transmute estas energias indesejáveis em pura luz...
Assim está feito".


Rubia A. Dantés é Designer, cria mandalas e ilustrações em conexão...
Trabalhos individuais e em grupo, com o Sagrado Feminino, o Dom e o Perdão...

medite on-line e visite seu Site.
Email: rubia.americano@terra.com.br


Fonte:
autoconhecimentoautoconhecimento

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22 de set de 2012

VISTA CANSADA

Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez.

Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse.

Essa ideia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou. Fugiu enquanto pode do desespero que o roía – e daquele tiro brutal.
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta.
Um poeta é só isto: um certo modo de ver.

O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo.

Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver.
Parece fácil, mas não é.

O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom dia e, às vezes, lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser que também ninguém desse  por sua ausência. 

O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem.
Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.
Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê.

Há pai que não vê o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas.
Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

(Texto de Otto Lara Resende)

Imagens pesquisadas na web, havendo direitos autorais, favor nos avisar para darmos os devidos créditos ou as retirarmos do blog.

21 de set de 2012

SER FELIZ

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
(Fernando Pessoa)
(Lisboa, 13 de Junho de 1888 - Lisboa, 30 de Novembro de 1935)
1ª imagem de www.fotosdahora.com.br, 2ª imagem pesquisada na web, havendo direitos autorais, favor nos avisar para darmos os devidos créditos ou as retirarmos do blog.

20 de set de 2012

AMOR MAIÚSCULO

Um homem bastante idoso procurou uma clínica para fazer um curativo em sua mão ferida, dizendo-se muito apressado porque estava atrasado para um compromisso. Enquanto o tratava, o jovem médico quis saber o motivo da sua pressa e ele disse que precisava ir a um asilo tomar o café da manhã com sua mulher que estava internada lá há bastante tempo. Sua mulher sofria do “Mal de Alzheimer” em estágio bastante avançado.

Enquanto terminava o curativo, o médico perguntou-lhe se ela não ficaria assustada pelo fato dele estar atrasado.

 - “Não, disse ele. Ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos ela nem me reconhece...” 

Intrigado o médico lhe pergunta:

- “Mas se ela já nem sabe quem o senhor é, porque essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?”
O velho sorriu, deu uma palmadinha na mão do médico e disse: 
- “É verdade... ela não sabe quem eu sou, mas eu sei muito bem QUEM ELA É”
  
 Enquanto o velhinho saía apressado o jovem médico sorria emocionado e pensava: 
“Esta é a qualidade de Amor  que eu gostaria para a minha vida”

O Amor não se reduz ao físico, ao romântico ...
O Amor verdadeiro é a aceitação: 

DE TUDO O QUE O OUTRO É ... 
DE TUDO O QUE O OUTRO FOI ...
DO QUE SERÁ ...
DO QUE JÁ NÃO É ...

Como o bom velhinho, que também vocês amigos, possam dar e receber, em profusão, deste Amor Maiúsculo!
TENHAM UM LINDO DIA !

Recebi essa singela historieta sem a autoria, compartilho com vocês.
Beijos na alma,

Imagens pesquisadas na web, havendo direitos autorais, favor nos avisar para darmos os devidos créditos ou as retirarmos do blog.

18 de set de 2012

O Grande Paradigma

Em tempos de Inquisição medieval, uma jovem moça está prestes a ser lançada do alto de uma ponte. São tempos medievais, e a morte é o destino certo de todos aqueles que não se alinham com os dogmas impostos pela Igreja Católica.

Na sentença acusatória são apontados como hereges, praticantes de bruxaria, ou simplesmente seguidores de outra crença que não o catolicismo. 

Mais terrível do que qualquer episódio da história humana até então, a Inquisição enterrou a Europa sob um milênio de trevas,deixando um saldo de incontáveis vítimas de torturas e perseguições.

No chamado “auto-de-fé”, o inquisidor fazia pública a sentença, – um ritual de penitência pública, uma cerimônia de humilhação daqueles condenados por heresia.

Em tais ocasiões, espectadores de todas as partes do reino lotavam as praças, – em sua maioria, vibravam. 

A iminente queda no vazio. A fragilidade do corpo diante de um cruel destino.

O destino mais frequente daqueles julgados culpados era a fogueira. 

A Inquisição

– um tribunal eclesiástico constituído para defender a fé católica, a vigiar, perseguir e condenar aqueles que ousassem professar outras crenças e ideias.

O terrorismo consciencial.

Ideias inovadoras têm que ser combatidas, defendia a Igreja, diante do receio de que viessem a conduzir os crentes à dúvida religiosa e à contestação da autoridade do Papa.

A imposição de uma severa vigilância sobre o comportamento moral dos fiéis; a censura de toda produção cultural, a forte restrição a toda manifestação do pensamento crítico, e qualquer inovação científica.

A chama em nome de Deus acesa, a consumir a delicada carne.

O fim dos sonhos, anseios, e das mais tênues esperanças...

Sobe para as abóbadas o canto dos pássaros. Subirão ou não ao céu as preces dos humanos...

A Inquisição constituiu a mais insana contradição. 
Como se pode, em nome da verdade, e ainda mais de uma verdade religiosa, perseguir, torturar, matar tanto e de forma tão obsessiva?

Diante de tal absurdo contexto, um grupo de seres humanos traumatizados conspirou, em meados do século XVIII, por um novo paradigma. (cabe aqui um elogio aos traumatizados, esses que captam na própria pele a dor de uma humanidade dilacerada, muitas vezes, mortalmente ferida)

Os filósofos iluministas pretenderam substituir a ideia de salvação pela de felicidade na terra. Os dogmas de paraíso e vida eterna foram rechaçados, a providência divina foi substituída pela certeza científica e pela ideologia do progresso material.  

A transcendência, a religiosidade e a espiritualidade seriam preteridas, postas de lado, desprezadas.

As ideias de progresso material, de perfectibilidade humana, aliadas à defesa do conhecimento racional, passariam então a ocupar o centro das atenções da sociedade humana.

A nossa atual sociedade e o mundo moderno se apoiam nos conceitos que tais pensadores desenvolveram. Inegável é o valor do legado que deles herdamos:

Galileu, – ao abandonar a servil obediência às autoridades estabelecidas, ao senso comum e à tradição –, iniciou a renovação da ciência de sua época. As questões científicas, afirmava, devem ser confirmadas ou refutadas através da experiência e da observação, estabelecendo a Natureza como ‘o livro da ciência’.  A discussão dos problemas naturais, defendia, deve começar pelos experimentos objetivos e não pelos textos sagrados ou escrituras.

Após Galileu, considerado o “pai da física moderna”,outros pensadores levariam avante a revolução iniciada no pensamento humano.

Francis Bacon, – tido como o arauto e fundador da ciência moderna, o “primeiro dos modernos e último dos antigos” –, argumentou que a ciência deve restabelecer o ‘imperium hominis’ (império do homem) sobre as coisas. O conhecimento, o saber, seria um meio seguro e vigoroso de conquistar poder sobre a natureza, que deve ser, conforme defendia, dominada e subjugada em favor do homem.

Descartes, “o pai da razão”, tão traumatizado estava pelos dogmas de então, que partiu da dúvida como método sistemático: “para duvidar eu penso e, se eu penso, logo existo”. Filósofo, físico e matemático, Descartes sugeriu a fusão da álgebra com a geometria – fato que gerou a geometria analítica e o sistema de coordenadas, fazendo dele uma das figuras-chave na revolução científica.

Finalmente podemos citar Isaac Newton, que fez a síntese da matematização de Galileu, do empirismo baconiano e do racionalismo de Descartes. Ao destrinchar a física mecânica, extrapolou a metáfora da máquina para o universo inteiro, regido por leis precisas. No entanto, aquilo que era para ser o movimento compensatório dialético, histórico, infelizmente levou a uma outra esclerose. 

A revolução científica conduziu a humanidade de um extremo, onde a ciência era reprimida em nome de algo que confusamente era chamado Deus,...para os momentos obscuros da modernidade, onde a experiência sublime, onde toda essa dimensão essencial – de onde jorram os princípios da ética –  é reprimida em nome de algo que confusamente tem sido chamado ciência.

E o cego apego ao progresso tecnocientífico, sem a contraparte de transcendência, de espiritualidade, do divino,   fez com que as mesmas trevas medievais recaíssem sobre os nossos atuais tempos modernos. Robert Oppenheimer, nesta foto ao lado de Einstein, era uma das mentes mais brilhantes de sua época. E por ser uma das mentes mais brilhantes de sua geração, foi designado pelo governo norte-americano para liderar a ‘Operação Manhattan’. Durante 28 meses – de abril  de 1943 a agosto de 1945 –, Oppenheimer encabeçou uma equipe formada por centenas de cientistas de ponta, e outros milhares de técnicos e assistentes.  

E como resultado desta incansável dedicação: a primeira bomba nuclear. Uma enorme concentração de energia engendrada em um pequeno espaço, capaz de ser liberada subitamente, com resultados devastadores, aliada a um subproduto letal: a radioatividade.

O dia 6 de agosto de 1945 tinha tudo para ser apenas mais uma segunda-feira como tantas outras. O sol já despontara, e os habitantes da cidade de Hiroshima, ao sul do Japão, se preparavam para a semana por começar. Seria um dia como tantos outros, não fosse o avião a sobrevoar sorrateiramente a cidade, e lançar, às 8h 16min, a primeira bomba atômica jogada sobre uma cidade povoada. 

“Meu Deus, o que foi que nós fizemos?” Foi a primeira interrogação de um dos tripulantes do avião diante da cena de absoluta devastação. Nos aviões, devido ao sigilo da missão, quase ninguém sabia do poder destrutivo da bomba que transportavam. 

“Meu Deus, o que foi que nós fizemos?”  Cerca de 100 mil pessoas morreram instantaneamente, – as vítimas eram civis, cidadãos comuns, já que a cidade não era um alvo militar importante.  Gerações inteiras, pais e filhos, avós e netos, crianças, jovens e velhos, cães, gatos, e passarinhos,  dizimados num piscar de olhos.

A chama que devora a delicada carne, transformando-a em cinzas.

Dor, sofrimento, suplício, – o fim de toda esperança.

Sobe para as abóbadas o canto dos pássaros, subirão ou não ao céu as preces dos humanos...

Que pensamentos terão ecoado na mente de Oppenheimer diante dos resultados do mais avançado projeto científico de sua época, que ele liderou com tamanho afinco? Além dos cem mil mortos no ataque, outros tantos milhares viriam a falecer em consequência das feridas e do envenenamento radioativo.

E três dias mais tarde, na manhã do dia 09 de agosto de 1945, a chama radioativa consumiria outros 80.000 em Nagasaki. 

Philip Morrison, um físico que participou decisivamente na criação da bomba, viajou ao Japão logo após a explosão, em 1945, e confessou ter ficado chocado com  o que viu. 

“Não havia restado nada, apenas uma ‘cicatriz’ sobre o solo”.

Oppenheimer, ao refletir sobre o resultado de seus esforços, quase enlouqueceu, e disse a célebre frase: “O maior perigo da humanidade é o cientista alienado”. 

A alienação, a desumanização a que Oppenheimer fez referência, se alastra hoje pelos mais diversos campos da sociedade. Hoje, o maior perigo para a humanidade é o cientista alienado, o político alienado, o educador, o aluno, o profissional alienado, o consumidor, o cidadão, o ser humano alienado. Uma alienação que põe em risco o próprio projeto civilizatório. Tempos confusos estes em que nos coube viver.

Dias desleais, de fria indiferença diante do essencial. A chama da bondade, da fraternidade e da compaixão,
tão trêmula, vacilante e fraca, a passar a impressão de que a qualquer momento pode se apagar. Os paradigmas do passado já não atendem aos graves desafios que encontramos pela frente. 

Toda a violência que nos cerca, a ignorância existencial que se alastra, todas as crises que se espalham por todos os recantos da Terra. Em que curva da estrada foi que perdemos o nosso rumo?

O mundo contemporâneo atravessa uma de suas mais graves crises, – uma crise de demolição, caracterizada pelo desmoronar de velhos padrões e certezas.

Nestes tempos de vidraças quebradas e flores partidas, haverá tarefa mais urgente do que reconduzir os passos em direção à senda que conduz à plenitude esquecida?

Da mesma forma que a religião sem ciência nos conduziu à degradação no passado. Na atualidade, a ciência sem religião está nos levando à autodestruição.

A ciência tem um caminho próprio, que é o analítico. 

A religião tem um caminho próprio, que é o sintético. Um não precisa do outro.

Mas como afirmou Fritjof Capra:  “o ser humano  precisa de ambos”. Ciência & Religião

São as duas pernas que o ser humano necessita para empreender uma jornada com o coração. 

São tempos existencialmente duros estes que nos coube vivenciar.

O momento que vivemos encontra-se refletido na seguinte metáfora:  “a lagarta já morreu e a borboleta ainda não nasceu”.

O velho mundo já não mais existe, já foi ultrapassado, esfarela-se a olhos vistos, e o novo mundo ainda não surgiu, espera por nascer.

É, sem dúvida, um tempo decisivo, de desafios sem precedentes que ombreamos, – todos nós, a quem coube vivenciar estes tempos de transição, de passagem para uma nova época.

“A lagarta já morreu, e a borboleta ainda não nasceu”.

O resgate necessário, da transcendência, da espiritualidade, da arte, da poesia.

(Esse artigo e baseado em textos do terapeuta holístico Roberto Crema).

Possa a citação a seguir, que finaliza esta mensagem,  servir de inspiração e alento para todos aqueles atentos aos desafios e oportunidades dos nossos dias.

“Na escuridão da noite planetária que atravessamos, no pressentimento de uma manhã ensolarada e de um oásis secreto a nos aguardar e redimir no tempo justo, nossa tarefa é a de seguir adiante...”

“Peregrinar sempre, repousar no orvalho da pausa, despertar no Instante, ser agente de um cuidado integral e sorrir para o Grande Mistério da Vida. Em marcha!” (Roberto Crema)

Texto copilado do PPS "O Grande Paradigma", formatado por: um_peregrino@hotmail.com

Para saber mais sobre Roberto Crema viste o site: http://www.robertocrema.net/
Leia Os Imortais
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17 de set de 2012

PARAQUEDAS

HISTÓRIA CURTA...

Charles Plumb, era piloto de um bombardeiro na guerra do Vietnã. Depois de muitas missões de combate, seu avião foi derrubado por um míssil.

Plumb saltou de pára-quedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita. Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisséia e o que aprendera na prisão.

Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem:
“Olá, você é Charles Plumb, era piloto no  Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?" 
“Sim, como sabe?", perguntou Plumb.
“Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?" 
Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu:
"Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje." 

Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se:  Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse Bom Dia? Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro."

Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco enrolando os fios de seda de vários pára-quedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia.

Agora, Plumb inicia suas palestras  perguntando à sua platéia:
"Quem dobrou teu pára-quedas hoje?".

Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante. Precisamos de muitos pára-quedas durante o dia: um físico, um emocional, um mental e até um espiritual. Às vezes, nos desafios que a vida nos apresenta diariamente, perdemos de vista o que é verdadeiramente importante e as pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido.

Deixamos de saudar, de agradecer, de felicitar alguém, ou ainda simplesmente de dizer algo amável. Hoje, esta semana, este ano, cada dia, procura dar-te conta de quem prepara teu pára-quedas, e agradece-lhe.

Ainda que não tenhas nada de importante a dizer, compartilha esta mensagem a quem fez isto alguma vez. E manda-a também aos que não o fizeram.

As pessoas ao teu redor notarão esse gesto, e te retribuirão preparando teu pára-quedas com esse mesmo afeto.

Todos precisamos uns dos outros, por isso, mostra-lhes tua gratidão. Às vezes as coisas mais importantes da vida dependem apenas de ações simples.  

Só um telefonema, um sorriso, um agradecimento, um Gosto de Você, um Te Amo.

Obrigado por todos os favores que sem merecer recebi de ti e nunca te agradeci.

(Desconheço a autoria)

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16 de set de 2012

Insatisfações

"Nada é bastante para quem considera pouco  o que é suficiente." Confúcio (Kung-Fu-Tse)

122 pares de sapatos e ela não encontrava um que servisse para aquela festa.

20 ternos e ele estava achando todos um lixo.

Geladeira cheia e o menino batia a porta  por não encontrar uma coisa gostosa.

Calmante forte, com tarja preta e receita,  mas eles não conseguiam dormir.

Carro do ano na garagem, mas não sabiam para onde ir.

Casa de luxo na praia, mas estava fechada havia muitos  meses...

Celular último tipo...

DVD, Karaokê, Notebook, Câmera digital, Vídeo Game In Box,   jogos de última geração, e muita, muita insatisfação.


Estamos nos armando de tudo o que é tipo de tranqueira material para suprir o vazio que nada preenche.

Vamos ao supermercado esperando encontrar felicidade nas prateleiras, mas voltamos frustrados, com o carro cheio e a alma vazia.

Nunca o homem teve tanto acesso a Deus e nunca ficou tão distante como agora, tantos templos, tantas religiões, tantas definições e ideologias, e mesmo assim, o homem se afasta cada vez mais do seu Criador.

Por isso a carência afetiva, as doenças nervosas, a violência que se espalha, o consumismo que gera as diferenças sociais tão brutais.

E nada sacia o homem, quanto mais ele acumula, quanto mais possui, mais vazio vai se tornando.

Aproveite seu dia, busque encontrar Deus pelo caminho, na pessoa que sentou-se ao seu lado no ônibus, no vizinho que você não cumprimenta já faz tempo, no animal abandonado que você quase atropela,na árvore que seca bem em frente a sua casa, no cidadão deitado  no banco da praça, no filho que se embriaga e você nem vê, na filha que sofre a desilusão do primeiro amor e você não sabe.

Quantos gritam onde está Deus? Cegos pelo orgulho que não permite ver que Ele nunca se ausentou, sempre esteve na sua vida,no seu dia, na sua família,  mas nunca foi chamado, a não ser nas desgraças e nos momentos de dor e sofrimento. 

Você convidou Jesus para almoçar com você hoje? 
No dia do seu casamento você mandou o primeiro convite para Ele?
Na sua formatura Ele estava presente? 
Hoje ao levantar-se você  falou com Ele? 
Você contou do seu amor, da sua alegria no trabalho?

Você quer saber onde está Deus? 

Olhe para a sua vida, como você trata os seus, olhe para a sua casa, reveja suas atitudes diárias. Os atos falam mais do que as palavras e tudo o que fazemos, são as verdadeiras orações que levamos até Ele. 

Por isso, antes de fazer sua oração repetida, velha e cansada, coloque um "fogo novo" na sua vida:  

Convide Jesus para participar de todos os seus momentos, e assim, você será preenchido, saciado, envolvido pelo amor que nunca acaba, pela água que sacia a tua sede, e então, mesmo com muito pouco,serás plenamente feliz, porque Ele veio para que todos tenham vida, e tenham vida com abundância.

(Paulo Roberto Gaefke)

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14 de set de 2012

Meu Caminho, Minha Oração

Meu Caminho, Minha Oração.
Por: Irineu Fernandes

Que eu possa caminhar através dos meus pensamentos e das minhas ações, sabendo  que este é apenas o meu caminho e que cada um tem o seu...

Que eu navegue solitário nas inquietudes das minhas frustrações e insatisfações para não contaminar os que me cercam...

Que eu não crie tempestades devido a um simples problema ou devido a um problema simples...

Que eu saiba que uma palavra basta para afastar uma amizade, mas que eu também entenda que se  isso ocorrer é porque nunca houve  amizade...

Que os reflexos das minhas ações iluminem minha alma e arraste as pessoas que me querem  bem e as que não me querem também...

Que a natureza seja por mim respeitada com a consciência de saber que é o único caminho para se ter futuro...

Que nada atrapalhe o meu caminho, para que eu possa vencer os meus próprios obstáculos...

Que o meu raio de Luz não ofusque o brilho das pessoas que convivo, mas que sirva de guia para ajudar a iluminar os seus caminhos...

Que a força do meu  trabalho possa ser envolvente e que esse envolvimento arraste os descrentes...

Que eu aprenda sempre a calar quando não é para falar e que aprenda mais ainda a ouvir quando não devo falar...

Que ao avistar um arco íris eu saiba que o seu tesouro é a sua beleza e que a minha riqueza é o meu lar...

Que eu saiba que Deus existe e que  Ele  me guia no caminho que o meu pensamento trilha...

Que os amigos que encontro pelo meu caminho eu não os desaponte para não quebrar a confiança da sua amizade...

Que eu tenha coerência para exigir os meus direitos e, se porventura eles prejudicarem  alguém que eu seja justo com as minhas ações...

Que eu tenha disposição para cuidar do meu corpo, ele é minha morada e que meu espírito seja consequência dele...

Que eu entenda as pessoas que dizem ter fé e louvam a Deus, mas que não conseguem ceder seu lugar para um semelhante...

Que eu faça com que os meus dias passem mas que nunca  fique esperando que apenas passem...

Que eu saiba que se eu tentar poderá não dar certo, mas se eu querer não há como não dar...

Que os amigos virtuais que tenho se sintam tão amigos quanto os pessoais que conheço...

Que Deus me permita ficar vermelho por errar mas que nunca me deixe viver amarelo por não tentar... 

Que na escalada curta da minha vida não me permita perder tempo com longas intrigas...

Que Deus esteja do meu lado mas que não olhe só para mim, para não observar todas as minhas falhas...

Que Deus me permita ser seu amigo virtual para que essa oração possa chegar até ELE.

Obrigado DEUS!

AMÉM

Oração de: Irineu Fernandes

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13 de set de 2012

Seu marido lhe faz feliz?


Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas:
  - "Seu marido lhe faz feliz?
 Ele lhe faz feliz de verdade?" 

Neste momento, o marido levantou seu pescoço, demonstrando total segurança. Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento. Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro "NÃO", daqueles bem redondos! 

- "Não, o meu marido não me faz feliz"! (Neste momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima). 

- "Meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz! Eu sou feliz". E continuou:
"O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade. Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas. 

Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável. 
Eu decido ser feliz! Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz! Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz! Se meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz! Sou casada mas era feliz quando estava solteira. Eu sou feliz por mim mesma. 

As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de "experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza”. Quando alguém que eu amo morre, eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza. Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar. 

Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem felizes, porque meus amigos não me fazem felizes, porque meu emprego é medíocre e por aí vai. 

Amo a vida que tenho mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade. Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros. A vida de todos fica muito mais leve. E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos.

Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade!

SEJA FELIZ, mesmo que faça calor, mesmo que esteja doente, mesmo que não tenha dinheiro, mesmo que alguém tenha lhe machucado, mesmo que alguém não lhe ame ou não lhe dê o devido valor.

Peça apenas ao Universo/Deus/Espírito Maior que lhe dê serenidade para aceitar as coisas que você não pode mudar, coragem para modificar aquelas que podem ser mudadas e sabedoria para conseguir reconhecer a diferença que existe entre elas.

(Desconheço o autor)

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Sobre a solidão


"...Que a minha solidão me sirva de companhia.

Que eu tenha a coragem de me enfrentar
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo."
Clarice Lispector

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2 de set de 2012

Teresa e Chico

 "Teresa de Calcutá, Chico do Brasil"...

Com este título, lemos excelente artigo que nos remeteu a recordações do grande papel desempenhado, no mundo, por Madre Teresa de Calcutá e o médium mineiro Francisco Cândido Xavier. Ambos nasceram no ano de 1910. Ela, Teresa, na Albânia. Ele, Chico, em Pedro Leopoldo, Minas Gerais. Ela, católica. Ele, espírita. No entanto, portavam-se um e outro como verdadeiros integrantes da família universal. Tinham muito mais em comum do que apenas o ano de nascimento.

Seu mestre era o mesmo, Jesus. Tinham o mesmo sobrenome, amor. Nasceram com o mesmo objetivo, servir. Ela foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz. Ele viveu pacificamente toda a vida. Teresa de Calcutá viveu para os menos favorecidos. Queria ser pobre. Nunca conseguiu. Seu coração transbordava riquezas: a nobreza da generosidade, as pérolas da fraternidade, os diamantes da solidariedade.

Ela dizia, em toda a sua simplicidade, que a felicidade humana é impossível de ser mensurada. Como controlar em planilhas estatísticas a felicidade de um faminto que encontra o alimento? Ela tinha razão. Impossível mensurar a felicidade humana. Por isso, trabalhava sem estatísticas, mas em prol da felicidade e dignidade de seus irmãos de caminhada.

Chico Xavier, do Brasil, o mineiro do século, também queria ser pobre, sem sucesso. Doou os direitos autorais de seus mais de quatrocentos livros psicografados, que venderam e continuam a vender milhares de exemplares em todo o mundo. Poderia ter tido polpuda conta bancária. Preferiu a simplicidade. Mas, nunca foi pobre. Sua vida foi repleta de amigos dos dois planos da vida.

Chico era e será, onde estiver, um milionário, um magnata das letras, um ícone da humildade, um pobre das moedas, mas rico de amor...

Narram que quem se aproximava de Madre Teresa de Calcutá não conseguia conter a emoção, devido à irradiação de sua serenidade e sua intensa energia espiritual.

Aqueles que conviveram com Chico afirmam que sua presença iluminava, acalmava, tranqüilizava.

Chico e Teresa. Teresa e Chico. Parece que falamos de amigos: Olá, Teresa! Bom dia, Chico! Mesmo os que não os conhecemos pessoalmente os sentimos como amigos.

Falar de suas conquistas, realizações e aventuras é como falar a respeito de amigos, porque entre amigos não há barreiras, inquietações, constrangimentos.

Teresa e Chico eram amigos do mundo, dos ricos, dos pobres, dos brasileiros, indianos, nigerianos, amigos de todos...

Teresa, de Calcutá e Chico, do Brasil deixaram marcas inesquecíveis e indeléveis. Ambos praticavam o amor.

O convite que nos deixaram é de, dentro de nossas possibilidades, vivermos como eles, servindo e amando para a construção de um mundo mais justo e fraterno.

Pensemos nisso!
   
Redação do Momento Espírita com base no artigo “Teresa de Calcutá, Chico do Brasil”, de autoria de Wellington Balbo,  de Bauru / SP, publicado na Revista Espírita bimestral  da Comunhão Espírita Cristã de Lisboa, Portugal, de maio /junho  2009.

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