24 de mar de 2014

Seres de Luz


A Luz constitui um dos maiores mistérios do Universo. Somente entendendo-a, ao mesmo tempo como partícula material e como onda energética, podemos ter dela uma compreensão mais ou menos adequada.

Hoje, sabemos que todos seres vivos emitem Luz. Biofótons, a partir das células do DNA; por isso todos irradiam uma certa aura. Não é sem razão que a Luz e o  Sol se tornaram símbolos poderosos de tudo o que positivo e vital. Especialmente o sol irradiante é visto como o grande arquétipo do héroi e do lutador que vence as trevas e os monstros que eventualmente nelas se escondem. A sua aparição, a cada manhã, não é uma repetição, mas todas as vezes uma novidade, pois é sempre diferente.

É um teatro cósmico que começa como se Deus dissesse ao Sol todas as manhãs: "Vamos, tenta mais uma vez! Renova o teu nascimento! Irradia a tua luz em todas as direções e sobre todos".

Na maioria dos povos, havia um temor que o sol pudesse ser tragado pelas trevas e não voltasse mais a nascer e a iluminar a Terra e cada um de nós. Criaram-se rituais e festas que celebraram  a vitória do Sol sobre as trevas.

Fazia-se, e faz ainda hoje, a impressionante experiência de que o Sol, com os seus raios de luz, nasce como uma criança. Na medida que sobe no firmamento, vai crescendo como um adolescente, até chegar à idade adulta, ao meio dia. Pela tarde, vai definhando-se até ficar velho e morrer atrás da linha do horizonte. Mas, passada a noite, ele volta a nascer, limpo, brilhante, sorridente como uma criança.

Como não celebrá-lo festivamente? Como não entendê-lo como sinal da realidade, originadora de todas as coisas? 

Todos nós somos seres de Luz. Carregamos Luz dentro de nós, no corpo, no coração e na mente. Especialmente a Luz da mente permite-nos compreender os processos da natureza e penetrar no íntimo das pessoas até o mistério luminoso de Deus. 

Muita Luz no seu caminho, é o que lhe desejo.

(Texto atribuído a Leonardo Boff)

(Recebi esse rexto da minha amiga Ana Ventura)
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23 de mar de 2014

E o Sol nasce novamente

Há ocasiões em nossa vida que a noite parece interminável. É assim quando todas  as esperanças paracem  ter ido procurar refúgio em algum lugar, menos no nosso coração.

Não somamos nossas alegrias como somamos nossos problemas. Se, inversamente, fizéssemos o mesmo com nossos momentos de alegria, encontraríamos razões a mais para viver e forças suplementares para sobreviver aos impasses da vida.

Por mais longa que seja a noite, por mais lento que tenha sido o relógio, e por mais dolorido que tenha estado o nosso coração, o sol nasce novamente. Pouco importa se no dia seguinte ele estará ainda encoberto por nuvens, ele não estará encoberto eternamente. A certeza de algo bom e bonito existe, nos faz guardar ainda acesa a chama dentro do coração.

Se o sol vai e volta, a lua some e reaparece, as marés baixam e sobem, não há razões para que na vida não demos a volta por cima. A natureza é a prova viva de que tudo está em movimento sempre e nós fazemos parte dessa paisagem idealizada e plantada por Deus.

Tudo é passageiro, as alegrias vêm e vão, mas o sofrimento também, até mesmo aquele que se instala do mais profundo do nosso ser, ele também se acalma e deixa um lugarzinho aberto para a doçura de viver.

Não podemos desistir de ser felizes enquanto o sol não desistir de renascer.

Texto de Letícia Thompson
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9 de mar de 2014

Seja como uma pequena andorinha

 O Vendedor de Sonhos contou uma parábola simples:

"Certa vez houve uma inundação numa imensa floresta. O choro das nuvens que deveriam promover a vida dessa vez anunciou a morte. Os grandes animais bateram em retirada fugindo do afogamento, deixando até os filhos para trás. Devastavam tudo o que estavam à frente. Os animais menores seguiam seus rastros. De repente uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na contramão procurando a quem salvar.

"As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas. Disseram: Você é louca! O que poderá fazer com este corpo tão frágil? Os abutres bradaram: Utópica! Veja se enxerga a sua pequenez! Por onde a frágil andorinha passava, era ridicularizada. Mas, atenta, procurava alguém que pudesse resgatar. Suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor debatendo-se na água, quase se entregando. Apesar de nunca ter aprendido a mergulhar, ela se atirou na água e com muito esforço pegou o diminuto pássaro pela asa esquerda. E bateu em retirada, carregando o filhote no bico.
Ao retornar, encontrou outras hienas, que não tardaram a declarar: "Maluca! Está querendo ser heroina!" Mas não parou, muito fatigada, só descansou após deixar o pequeno beija-flor em local seguro. Horas depois, encontrou as hienas embaixo de uma sombra. Fitando-as nos olhos, deu a resposta: Só me sinto digna das minhas asas se as utilizar para fazer os outros voarem".

Após uma inspiração profunda e penetrante, o Vendedor de Sonhos prossegue: 

"Há muitas hienas e abutres na sociedade. Não esperem muito dos grandes animais. Esperem deles, sim, incompreensões, rejeições, calúnias e necessidades doentia de poder. Não os chamo para serem grandes heróis, para terem seus feitos descritos nos anais da história, mas para serem pequenas andorinhas que sobrevoam anonimamente a sociedade amando desconhecidos e fazendo por eles o que está ao seu alcance. Sejam dignos das suas asas. É na insignificância que se conquistam os grandes significados, é na pequenez que se realizam os grandes atos".

(Texto extraído do Livro O Vendedor de Sonhos, pgs.92-93, de Augusto Cury)
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