26 de fev de 2011

A ARTE DE PERDOAR

Em todos os caminhos de crescimento humano, tanto psicológico quanto espiritual, uma ênfase especial é dada à questão da mágoa. Não só pelo sofrimento que ela produz, mas também pelo transtorno que provoca nos relacionamentos.

Qualquer que seja o nome que damos a esse sentimento seja mágoa, rancor, ressentimento ou vingança, ele se caracteriza pela amargura na alma, uma sensação de injustiça a partir do mal que alguém nos fez.

Além da dor, o componente fundamental da mágoa é a sua permanência. É uma incapacidade de parar de sofrer, mesmo com o passar do tempo. E como é impossível levar nossas vidas sem sermos machucados pelas outras pessoas, de vez em quando, tendo em vista a imperfeição da natureza humana, corremos o risco de acumular feridas e nos tornarmos pessoas amargas, desiludidas e sofredoras.

A mágoa é uma forma de guardarmos para depois coisas que não queremos resolver na hora.

Uma das características da vida é que ela só pode ser vivida no presente. O passado e o futuro, apesar de existirem na nossa cabeça, não têm existência real.

Seria uma grande tolice imaginarmos que podemos respirar para amanhã, que podemos viver ontem. O natural é que as coisas sejam vividas, mesmo as ruins, no momento em que elas ocorrem.

O sentimento de raiva, que é natural, tem o objetivo de nos ajudar a resolver nossos problemas, incluindo as ofensas, traições ou quaisquer outros atos que as pessoas produzam.

Quando somos inibidos na nossa raiva, quando temos medo de expressá-la, ela esfria dentro de cada um de nós e se transforma em mágoa.

Mágoa é toda a raiva que ficou para depois.
É a raiva dentro da geladeira. É o medo de resolvermos nossos conflitos com outras pessoas no momento em que aparecem.

Guimarães Rosa define, magistralmente, a mágoa no seu livro Grande Sertão Veredas:
“Mágoa é lamber frio o que o outro cozinhou quente demais para nós”.

A pessoa rancorosa apresenta as seguintes dificuldades: aceitar a imperfeição humana, idealizando uma realidade onde as pessoas nunca falhem com ela; expressar a raiva na colocação clara do seu desagrado diante do outro; viver o momento presente, sendo extremamente apegada ao passado.

Por isso, quem guarda mágoa, em geral, é também um saudosista e culposo, características dos que vivem no passado. Uma vez, porém, instalada a mágoa, só nos resta uma saída: o perdão.

Se a mágoa nos envenena e machuca, o perdão nos alivia e cura.

Pode-se medir a sanidade psicológica de alguém por sua capacidade de perdoar.

O perdão é a ponte que nos faz sair da depressão para a alegria:

“Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aqueles que nos têm ofendido”.

Por que tanta dificuldade em perdoar?

Porque há equívocos em torno do perdão que dificultam o exercício dele. Primeiramente há uma crença falsa de que o beneficiário do perdão é a pessoa que nos ofendeu.
O perdão é algo bom para quem perdoa.
Perdoar é ficar livre da dor causada pelo outro.
É ficar livre daqueles que nos magoaram.
É um presente dado a mim mesmo.

Em segundo lugar, há uma idéia igualmente falsa de que, ao perdoarmos, devemos esquecer o mal que nos fizeram e voltar a ter com a pessoa o mesmo relacionamento de antes. Perdoar não é esquecer. É apenas parar de sofrer.

“Devemos, porém, aprender com a experiência e podemos, a partir daí, escolher qual relacionamento teremos com o ofensor”. Perdoar não significa fazer de conta que nada aconteceu. Pelo contrário, temos de levar em conta a experiência, revendo a relação, e por isso mesmo, nos livrando do sofrimento.

Perdoar os outros é o presente que oferecemos a nós mesmos. Chega de carregar na alma as ofensas e os que nos ofenderam.

Texto de Antônio Roberto

Imagem pesquisada na web, havendo direitos autorais, favor nos avisar para darmos os devidos créditos ou a retiramos do blog.

Mensagem de um Preto Velho

Toques do Preto - Velho
Os espíritos trabalhadores, designados de pretos velhos, nos repassam constantemente uma lógica que infelizmente, nós encarnados ainda estamos demorando em aplicar. Dizem eles, com sua maneira peculiar e simples de expressão, que no “mundo dos mortos” não existe raça, cor ou credo que diferencie as almas ou crie fronteiras, o que existe é o homem de bem e o homem que desaprendeu de ser bom. Baseado nisso, nos falam das lágrimas que insistem em cair de seus olhos, pela arrogância dos homens e de suas religiões que acabam se distanciando de Deus, pela pretensão de se adonar d’Ele, impondo a “sua” verdade. As religiões ou os credos em geral, ainda existem por necessidade de nossos espíritos que se diferenciam na escala evolutiva, encontrando dentro de cada uma delas a melhor adaptação de “religar-se” ao Criador. O que fica desvalorizado aos olhos da Espiritualidade Superior é o combate que se trava entre os homens por questões religiosas como se vivessem em eterna disputa, chegando ao absurdo das ditas “guerras santas”. Por enquanto a humanidade percorre vários caminhos em busca dessa verdade, mas chegará o dia em que o Universalismo será pleno, então haverá um só rebanho para um só pastor. E como acontece no “andar de cima”, formaremos uma única corrente de trabalho, auxiliando a quem necessita, mostrando que a ferramenta mediunidade tem um só objetivo: - a caridade! Fora isso, tudo o mais fica por conta de nosso Ego.

Abaixo vão alguns ensinamentos ``toques`` trazidos por um destes queridos amigos espirituais:

Lá nos planos sutis, aonde vocês muitas vezes vão quando dormem, mas ao acordarem não se lembram, existe uma grande família espiritual a lhes esperar, velar e torcer por vocês. Quebrem a barreira vibracional com sentimentos e pensamentos elevados, levando seus corações até eles. Mate a saudade espiritual que existe dentro do seu peito. Deixe a intuição fluir. Os guias espirituais não são mestres intocáveis que vocês devem reverenciar, mas sim, são amigos de jornadas. Conheça - os, converse com eles, trabalhem juntos, mas sorriam e brinquem juntos também. Eles estão te esperando.

Mediunidade é coisa importante e séria, mas não diviniza nem inferioriza ninguém. Vocês sabem disso. Tem gente que pensa que ser grande médium é praticar fenômenos para “incrédulo ver”. Outros pensam que é se vestir todo com uma fantasia, “virar os olhos” e “rebolar” bastante. Não! Mediunidade é você trabalhar em parceria com os amigos do lado de cá para o bem de todos, apenas isso. Vocês complicam muito as coisas. Na verdade tudo é muito simples. Pense na manifestação das criancinhas durante um processo mediúnico. Existe algo mais simples e belo do que isso?

Parem de julgar a manifestação mediúnica ou a experiência do outro. Você pode até não concordar, mas caso para ele faça sentido, deixe. É dele! Isso lembra muito a postura daquele que não consegue fazer melhor e por isso mesmo vive a criticar e apontar o defeito dos outros. As experiências espirituais muitas vezes são de foro íntimo, cada um busca a sua. E cada um fique feliz com a sua! Aprendam também que a dedicação e o estudo ajudam muito. Mas o que realmente conta é o seu dia – dia, como pessoa comum, passando pelo crivo do grande mestre que é a vida. Não adianta nada estudar muito e praticar pouco, principalmente em relação a humildade, tolerância e amor.

Fazer caridade é muito bom. Se alem disso buscam esclarecer as pessoas, melhor ainda. Tem gente que acha que doando uma cesta básica de Natal ao desencarnar será “salvo”. Outros ainda se acham muito especiais e caridosos, verdadeiros missionários. Não caiam nessa bobagem. Saibam que, em verdade, ao auxiliar os outros vocês ajudam a si próprios. E quando fizer a caridade, também não apenas dê o peixe, ensine as pessoas a pescarem. “Caridade de consolação” ergue a pessoa, mas depois que ela já está de pé, está na hora de ensiná - la a andar, com a “caridade de esclarecimento”. Pensem nisso! Caridade faça sempre que surgir a oportunidade de auxiliar o irmão. Esclarecimento leve a todos os lugares, fazendo a sua aura brilhar e contagiando as pessoas com alegria e vontade de viver.

Trabalho em grupo é coisa séria, deve haver amizade, alegria, mas não é reunião social. Os guias escutam os seus pensamentos e não estão nada interessados em suas preferências físicas, nem em suas “paqueras” dentro do grupo, nem dão importância a isso. Tão pouco são cúmplices das fofocas, guerras de vaidade e ciúmes que existem dentro do mesmo. Um trabalho espiritual em grupo é uma bênção e oportunidade única de evolução, tanto de encarnados como desencarnados. Aproveitem bem! Existe um montão de mestres esperando por vocês desse lado, mas muitas vezes eles não conseguem lhes amparar, afinal vocês não páram de pensar no “vizinho”, ou como a vida é difícil e injusta com vocês…

Os Orixás, os Mestres, os Anjos, os Devas, todos Eles amam a humanidade. Caso queiram fazer um ritual a algum Deles, tudo bem. Mas lembrem - se sempre: Vela acesa só tem valor se o coração estiver aceso antes. Caso contrário, não!

A energia de uma erva é poderosa e realmente cura, mas antes, suas próprias energias e o respeito com a vida vegetal devem ser grandes, caso contrário, é desperdicio de tempo. Qualquer ritual de magia para o bem é lindo e bem quisto pela espiritualidade, mas não se perca no meio de muitos rituais e elementos e esqueça o essencial. O grande mestre da magia é o coração, e a grande força motriz é a sua mente. Lembrem - se disso.

Não sejam espiritualistas pela metade. Durante o dia vocês ficam pensando em espiritualidade, mas ao dormir, que é a grande hora onde o espírito se liberta do corpo físico, vocês não pensam em nada, ficam com preguiça e logo suas mentes são invadidas por um monte de coisas, adormecendo na mais perfeita desordem. No mínimo orem ao deitar-se. Agradeçam o dia, coloquem - se à disposição do aprendizado, aproveitem as horas de sono. Elas são chaves de acesso ao crescimento espiritual. Meditem nisso.

Eu sou um preto-velho. Pouco importa minha forma ou meu nome. O que importa é que eu sou luz, como vocês e todos nós, filhos da Grande Luz. O sol brilha em meu coração, no seu e em toda humanidade. Você ainda tem preconceito em relação a raças? A culturas diferentes? Religião? E julgam - se espiritualistas? Ora amigo, deixe disso! Lembre – se: todos viemos da mesma fôrma. Eu tenho apenas uma palavra para descrever o preconceito: ignorância!

Ignorância também são as paredes e preconceitos religiosos. Todos os mestres da humanidade pregaram o desprendimento, mas o que os seus seguidores mais fazem é ter o sentimento de posse em relação a Eles. E lá se vão guerras, ofensas e desarmonia entre uma religião e outra. E lá se vão discussões infindáveis entre doutrinas diferentes. Todos os caminhos levam a Deus, mas muitos acham que seu caminho é melhor do que dos outros, não é mesmo? Façam um favor à humanidade, meu filhos: vão voando nas asas do universalismo ecuménico! E parem com essas bobagens…

Do lado de cá nós adoramos música. Ela rejuvenesce a alma, acorda o coração e desperta a intuição. Aproveitem as músicas de qualidade. Elas são ótimas e verdadeiro brilho e alimento para vossos espíritos. Também escutem a música que os espíritos superiores cantam secretamente dentro do coração de cada um. É a música da Criação, ela está em todos, mas só pode ser escutada quando a mente silencia e o coração brilha. Pensem nisso!

Pensem também na natureza. Coloquem uma música suave. Direcionem - se mentalmente a um desses sítios sagrados, verdadeiros altares vivos do amor de Deus. Pensem na força curativa das matas, na força amorosa e pacificadora das cachoeiras, da limpeza energética que o mar traz ao espírito. Meditem neles. Isso traz sintonia, reciclagem energética e boa disposição. Façam isso por vocês e fiquem bem!

Por fim, dediquem - se mais ao autoconhecimento. Ele é muito importante. E um dia, mesmo que isso demore milênios, vocês se conhecerão tanto que realmente descobrirão sua natureza divina. Nesse dia, as cortinas da ilusão se abrirão e você verá o universo a sua frente. Não existirá mais Orun* (céu) nem Ayê* (mundo material). Nem eu nem você. Apenas Ele…Pai e Mãe dentro de nós mesmos!

Um Grande abraço,

Pai Antônio de Aruanda e Fernando Sepe (escrito por duas mentes em um só coração)

Imagem pesquisada na web, retirada do blog: http://wwwumbandaonline.blogspot.com/2009/05/salve-os-pretos-velhos-epa-o.html, havendo direitos autorais favor nos avisar para darmos os devidos créditos ou a retirarmos do blog.

24 de fev de 2011

Freqüência Vibratória

Todas as coisas e todos os seres vivem interligados.

Toda ação repercute.

Nenhum ato se isola em suas conseqüências.

Vivemos num emaranhado de idéias e sentimentos.

O bem se expande em ondas que cobrem distâncias imensas.

O mal se propaga com a mesma intensidade com que é praticado.

O que acontece em outro lugar te alcança onde estás.

Se te transformares num foco de luz, extinguirás a sombra em torno.

O reflexo de tudo que te atinge combina com a natureza dos teus sentimentos.

Quem não oferece sintonia para o mal não entra na freqüência vibratória da desarmonia.

Autor desconhecido.

Nota: Recebi esse texto sem o nome do autor, sabendo a autoria, favor nos avisar para darmos os devidos e merecidos créditos.
Imagem pesquisada na web, havendo direitos autorais, favor nos avisar para darmos os devidos créditos ou a tirarmos do blog.

22 de fev de 2011

Lençóis Sujos?

"E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?
Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?
Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão". (Mateus 7:3-5)

Um casal, recém-casado, mudou-se para um bairro muito tranqüilo.

Na primeira manhã em casa, enquanto tomava café, a mulher reparou através da janela que uma vizinha pendurava lençóis no varal.

Está precisando de um sabão novo... Se eu tivesse intimidade perguntar-lhe-ia se quer que eu a ensine a lavar as roupas!

O marido ouviu e ficou calado.

Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:

- A nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos!

Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar roupas!

E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.

Passado um mês, a mulher surpreendeu-se ao ver os lençóis sendo estendidos, e empolgada disse ao marido:

- Veja, ela aprendeu a lavar as roupas! Será que alguém lhe ensinou? Porque eu não fiz nada…

O marido calmamente respondeu:

- Sabe.. hoje levantei-me mais cedo e lavei os vidros da nossa janela !

E assim é. Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos. Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir. Verifique os seus próprios defeitos e limitações.

Devemos olhar, antes de tudo, para a nossa própria casa, para dentro de nós mesmos.

Lave sua vidraça!

(Autor desconhecido)

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16 de fev de 2011

PARENTES DIFÍCEIS

Procure compreender e perdoar incompreensões, ciúmes e a intolerância de todos aqueles que a Divina Providência colocou sob o mesmo teto que o seu.

Nem sempre nossos parentes são nossos amigos. O grande sábio Salomão já dizia que: “...há amigo mais chegado que um irmão.”

A abençoada lei de amor e justiça, que é a reencarnação, nos proporciona quitar débitos com os mesmos adversários de ontem, vivendo hoje conosco sob o mesmo teto na condição de pais, mães, filhos, irmãos e cunhados...

No lar, ao lado de almas queridas, encontramos também antigos desafetos, que a sabedoria divina coloca ao nosso lado com oportunidade de reconciliação e resgate.

Diante do parente mais difícil, necessário se faz o exercício da compreensão, da paciência e perdão.

“Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais a caminho”, aconselhou Jesus.

Aproveite a oportunidade de caminharem juntos, pois talvez ao longo do percurso encontrarão o momento mais adequado e propício para esta reconciliação.

Emmanuel nos alerta que: “Toda antipatia, aparentemente a mais justa, deve morrer para dar lugar à simpatia.”

Perdoe sempre, pois à carne só enxergamos uma face da moeda de nossas existências.

A outra face só nos será revelada quando estivermos no mundo espiritual. Por isso, muitas vezes pensamos ser vítimas quando, na realidade, somos algozes.

Nunca se esqueça de que não tem os parentes que sonhou e sim aqueles que merece. Estamos situados na família certa, junto das pessoas mais adequadas à nossa evolução.

Esforce-se para amá-los, tendo para com eles, os nobres sentimentos de perdão, da tolerância, da resignação e da paciência.

Senhor, faz de nosso lar um ninho do Teu amor.
Que não haja amargura, porque Tu nos abençoas.
Que não haja egoísmo, porque Tu nos animas.
Que não haja rancor, porque Tu nos perdoas.
Que não haja abandono, porque Tu estás conosco.
Que saibamos caminhar para Ti em nossa rotina diária.
Que cada manhã seja o inicio de mais um dia de entrega a Ti, Senhor.
Que cada noite nos encontre ainda mais unidos no amor.
Faz, Senhor, das nossas vidas que quiseste unir, páginas repletas com a tua luz.
Faz Senhor, dos nossos filhos o que Tu anseias. Ajuda-nos a educá-los e orientá-los pelos Teus caminhos.
Que nos esforcemos no consolo mútuo.
Que façamos do amor um motivo para amar-Te mais.
Que possamos dar o melhor de nós mesmos para sermos felizes no lar.
Que, ao amanhecer o grande dia de irmos ao Teu encontro, nos concedas estarmos unidos para sempre a Ti.
Que Assim Seja!

Texto de Sergito Souza Cavalcânti

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13 de fev de 2011

A Paz que trago no peito

A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia...

Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.

Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece.

A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé...  

Ter paz é ter a consciência tranqüila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou...

Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.

Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêem e boca que diz palavras que constroem.

Ter paz é ter um coração que ama...

Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências...

Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.

Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas águas se espreguiçam...

Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando não que se quer dizer...

Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade...

É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer...

A paz que hoje trago em meu peito é a tranqüilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.

É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos...

É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.

É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra.

É admitir que nem sempre tenho razão e,mesmo que tenha, não brigar por ela.

A paz que hoje trago em meu peito é a confiança Naquele que criou e governa o mundo...

A certeza da vida futura e a convicção de que receberei, das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido. 

Texto de Marcelo Celente

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9 de fev de 2011

Gratidão ao nosso Anjo

Possivelmente desde criança temos o hábito de invocar o nosso Anjo com essa oração tão bela na sua simplicidade: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege e me guarda, governa e ilumina”. Se a usamos confiadamente, podemos estar certos de que ele nos tem ajudado em mil circunstâncias, quer saibamos quer não.

Já pensamos alguma vez na quantidade de ocasiões em que teria podido acontecer-nos algo desagradável e não aconteceu? Com certeza que sim. Um tropeção na escada não teve maiores conseqüências, um acidente que escapamos por um triz, uma doença séria diagnosticada a tempo, uma demissão do emprego que não se efetivou... E a nossa alma, quantas vezes não terá estado em perigo sem que tivéssemos consciência disso ou tivéssemos uma consciência vaga e fraca? Muito mais do que possamos imaginar.

Em todas essas ocasiões, o nosso Anjo atuou sem nós o percebêssemos. “O meu Anjo pensa em mim, que nunca penso nele”, dizia uma moça depois de ler um estudo sobre os anjos. Temos que agradecer-lhe esses favores com uma palavra, com um olhar, com um sentimento de afeto.

E um dia teremos de agradecer-lhe o último serviço que nos prestará: o de estar ao nosso lado no momento da morte, incutindo-nos confiança e serenidade, e o de acompanhar-nos ao juízo particular, a que iremos certamente inseguros e talvez preocupados. Desde já devemos tomar a sério e sentirmo-nos muito animados com esta reflexão repleta de sentido sobrenatural e tão humana:

“O Anjo de Guarda acompanha-nos sempre como testemunha especialmente qualificada. Será ele quem, no teu juízo particular, recordará as delicadezas que tiveres tido com Nosso Senhor, ao longo da tua vida. Mais ainda: quando te sentires perdido pelas terríveis acusações do inimigo, o teu Anjo apresentará aqueles impulsos íntimos – talvez esquecidos por ti mesmo -, aquelas manifestações de amor que tenhas dedicado a Deus Pai, a Deus Filho, a Deus Espírito Santo. Por isso não esqueças nunca do teu Anjo da Guarda, e esse Príncipe do Céu não te abandonará agora, nem do momento decisivo”.

Texto do Livro “Os Anjos” de Pedro Barreto Celestino.

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8 de fev de 2011

Uma bela lição de vida

"De tudo ficaram três coisas:

A certeza de que estamos começando,

A certeza de que é preciso continuar...

A certeza de que podemos ser interrompidos  antes de terminar...

Façamos da interrupção um caminho novo,

Da queda, um passo de dança,

Do medo, uma escada,

Do sonho, uma ponte,

Da procura, um encontro!"
 
(Fernando Sabino)
 
Imagem: Camilo Solano - http://camiloabsolano.wordpress.com
















7 de fev de 2011

Enfermos da Alma

Livro: Benção de Paz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

"...Não são os que gozam saúde que precisam
 de médico. - Jesus.. (Mateus, 9:12).

Aqui e ali encontramos inúmeros doentes que se candidatam ao auxílio da ciência médica, mas em toda parte, igualmente, existem aqueles outros, portadores de moléstias da alma, para os quais há que se fazer o socorro do espírito.

Nem sempre semelhantes necessitados são os viciados e os malfeitores, que se definem de imediato por enfermos de ordem moral, quando aparecem.

Vemos outros muitos para os quais é preciso descobrir o remédio justo e, às vezes, difícil, de vez que se intoxicaram no próprio excesso das atitudes respeitáveis em que desfiguraram os sentimentos, tais como sejam:

.. os extremistas da corrigenda, tão apaixonados pelos processos punitivos que se perturbam na dureza de coração pela ausência de misericórdia;

.. os extremistas da gentileza, tão interessados em agradar que descambam, um dia, para as deficiências da invigilância;

.. os extremistas da independência, tão ciosos da própria emancipação que fogem ao dever, caindo nos desequilíbrios da licenciosidade;

.. os extremistas da poupança, tão receosos de perder alguns centavos que acabam transformando o dinheiro, instrumento do bem e do progresso, na paralisia da avareza em que se lhes arrasa a alegria de viver.

Há doentes do corpo e doentes da alma.

É forçoso não esquecer isso, porque todos eles são credores de entendimento e bondade, amparo e restauração.

Diante de quem quer que seja, em posição menos digna perante as leis de harmonia que governam a Vida e o Universo, recordemos as palavras do Cristo: não são os que gozam saúde que precisam de médico.

Nota: Texto enviado pelo querido Rey Sempre Amigo.
Imagem pesquisada na web do blog http://luzesdoamanh.blogspot.com, havendo direitos autorais, favor nos avisar para darmos os devidos créditos ou a retirarmos do blog.

6 de fev de 2011

CÉU E INFERNO ÍNTIMOS

Conta-se que um dia um samurai, grande e forte, conhecido pela sua índole violenta foi procurar um sábio monge em busca de respostas para suas dúvidas.

- Monge, disse o samurai com desejo sincero de aprender, ensina-me sobre o céu e o inferno.

O monge, de pequena estatura e muito franzino, olhou para o bravo guerreiro e,simulando desprezo, lhe disse:

- Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma, você está imundo. Seu mau cheiro é insuportável.

- Ademais, a lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha para a sua classe. O samurai ficou enfurecido. O sangue lhe subiu ao rosto e ele não conseguiu dizer nenhuma palavra, tamanha era sua raiva. Empunhou a espada,ergueu-a sobre a cabeça... e se preparou para decapitar o monge.

- "Aí começa o inferno", disse-lhe o sábio mansamente

O samurai ficou imóvel. A sabedoria daquele pequeno homem o impressionara. Afinal, arriscou a própria vida para lhe ensinar sobre o inferno.

O bravo guerreiro abaixou lentamente a espada e agradeceu ao monge pelo valioso ensinamento.

O velho sábio continuou em silêncio.

Passado algum tempo o samurai, já com a intimidade pacificada, pediu humildemente ao monge que lhe perdoasse o gesto infeliz.

Percebendo que seu pedido era sincero, o monge lhe falou:

- "Aí começa o céu".

Para nós, resta a importante lição sobre o céu e o inferno que podemos construir na própria intimidade. Tanto o céu quanto o inferno, são estados de alma que nós próprios elegemos no nosso dia-a-dia.

A cada instante somos convidados a tomar decisões que definirão o início do céu ou o começo do inferno.

É como se todos fôssemos portadores de uma caixa invisível, onde houvesse ferramentas e materiais de primeiros socorros.

Diante de uma situação inesperada, podemos abri-la e lançar mão de qualquer objeto do seu interior.

 Assim, quando alguém nos ofende, podemos erguer o martelo da ira ou usar o bálsamo da tolerância.

Visitados pela calúnia, podemos usar o machado do revide ou a gaze da autoconfiança.

Quando injúria bater em nossa porta, podemos usar o aguilhão da vingança ou o óleo do perdão.

Diante da enfermidade inesperada, podemos lançar mão do ácido dissolvente da revolta ou empunhar o escudo da fé.

Ante a partida de um ente caro, nos braços da morte inevitável, podemos optar pelo punhal do desespero ou pela chave da aceitação.

Enfim, surpreendidos pelas mais diversas e infelizes situações, poderemos sempre optar por abrir abismos de incompreensão ou estender a ponte do diálogo que nos possibilite uma solução feliz.

A decisão depende sempre de nós mesmos. Somente da nossa vontade dependerá o nosso estado íntimo.

Portanto, criar céus ou infernos, portas lá dentro da nossa alma, é algo que ninguém poderá fazer por nós.

Pense nisso!

Sua vontade é soberana.

Sua intimidade é um santuário do qual só você possui a chave.

Preservá-la das investidas das sombras e abri-la para que o sol possa iluminá-la só depende de você.

(Desconheço a autoria)

Nota: Recebi esse texto por e-mail sem o nome do autor, quem souber a autoria, favor nos avisar para darmos os devidos e merecidos créditos.
Imagens pesquisadas na web, havendo direitos autorais, favor nos avisar para darmos os créditos ou as retirarmos do blog.

3 de fev de 2011

Filhos


Para quem é pai, mãe e para aqueles que o serão...

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos.

É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.

Crescem sem pedir licença à vida. Crescem com uma estridência alegre, e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias de igual maneira. Crescem de repente.

Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu?

Cadê a pazinha de brincar na areia,as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?

A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil...

E você está agora ali, na porta da discoteca,esperando que ela não apenas cresça, mas apareça!

Ali estão muitos pais ao volante,esperando que eles saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos, soltos.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas,lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros.

Ali estamos, com os cabelos esbranquiçados.

Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas.

E eles crescem meio amestrados,observando e aprendendo com nossos acertos e erros.

Principalmente com os erros que esperamos que não repitam.

Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos.

Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas. Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas.

Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância,e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, pôsteres, agendas coloridas e discos ensurdecedores.

Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao Shopping,não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado.

Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amiguinhos.

Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.

Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento,pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.

Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes".

Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito (nessa hora, se a gente tinha desaprendido, reaprende a rezar)para que eles acertem nas escolhas em busca de felicidade. E que a conquistem do modo mais completo possível.

O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos.

O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco.

Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho.

Os netos são a última oportunidade de re-editar o nosso afeto.

Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.

Aprendemos a ser filhos depois que somos pais...

“Só aprendemos a ser pais depois que somos avós...”

Texto de Affonso Romano de Sant'Anna

Imagem pesquisada na web através do buscador Google, havendo direitos autorais favor nos avisar para darmos os devidos créditos ou a retirarmos do Blog.

2 de fev de 2011

O Escorpião

Um mestre do Oriente viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando. O mestre tentou tirá-lo novamente e outra vez o animal o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:

-Desculpe-me mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo? O mestre respondeu:

-A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar.

Então, com a ajuda de uma folha, o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida, e continuou:

-Não mude sua natureza se alguém lhe faz algum mal; apenas tome precauções.

Alguns perseguem a felicidade, outros a criam. Quando a vida lhe apresentar mil razões para chorar, mostre- lhe que tem mil e uma razões para sorrir. Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você.
E o que os outros pensam… é problema deles.

Mensagem e imagem enviadas, por e-mail, pela minha amiga Beta Lôbo.

1 de fev de 2011

Dez Mandamentos Seculares

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DOMINE sua fala.

Diga sempre menos do que pensa. Cultive uma voz baixa e suave.

PENSE ...

antes de fazer uma promessa e depois não a quebre, não importa o quanto lhe custe cumpri-la.

NUNCA ...

deixe passar uma oportunidade para dizer uma coisa meiga e animadora a uma pessoa ou a respeito dela.

TENHA ...

interesse nos outros - em suas ocupações, em seu bem-estar, seus lares e família. Seja sempre alegre com os que riem e lamente com os que choram. Aja de tal maneira que as pessoas com quem se encontrar sintam que você lhes dispensa atenção e lhes dá importância.

SEJA alegre.

Conserve-se sorrindo. Ria das histórias boas e aprenda a contá-las.

CONSERVE...

a mente aberta para todas as questões de discussão. Investigue, mas não argumente. É próprio das grandes mentalidades discordar e ainda conservar a amizade do seu oponente.

DEIXE ...

que suas virtudes falem por si mesmas e recuse a falar das faltas e fraquezas dos outros. Condene murmúrios. Faça uma regra de falar só coisas boas dos outros.

TENHA...

cuidado com os sentimentos dos outros. Gracejos e críticas não valem a pena e frequentemente magoam quando menos se espera.

NÃO ...

faça questão das observações más a seu respeito. Viva de modo que ninguém as acredite.

NÃO...

seja excessivamente zeloso dos seus direitos. Trabalhe, tenha paciência, conserve-se calmo, esqueça-se de si mesmo e receberá a recompensa.

"A passagem do tempo deve ser uma conquista e não uma perda."

Que Deus abençoe sua vida!!

E que você possa usar esses dez mandamentos no seu dia a dia!!

(Desconheço a autoria)

Nota: Texto recebido por e-mail sem o nome do autor, quem souber a autoria, favor nos avisar para darmos os devidos e merecidos créditos.
Imagem: http://www.belasmensagens.com.br

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